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Troca de tiros em acampamento cigano deixa quatro pessoas mortas


Quatro pessoas foram assassinadas, na tarde deste sábado (1º/2), em Sobradinho. O crime aconteceu em um acampamento cigano, no Condomínio Serra Verde, na região conhecida como Rota do Cavalo. Três das vítimas morreram na hora; uma quarta chegou a ser levada para o Hospital Regional do Paranoá (HRPa), mas não resistiu aos ferimentos. Duas pessoas seguem internadas, sendo uma delas moradora do local.

Na cena do crime, bombeiros encontraram as vítimas com marcas de agressões físicas, além de lesões por arma branca e por arma de fogo. Uma delas teve uma perfuração no braço, mas não precisou de atendimento. O crime está em apuração na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). Informações da Polícia Militar dão conta de que quatro homens teriam se aproximado do acampamento em um Siena prata e dado início a um tiroteio.

A corporação chegou aos suspeitos depois de dois homens darem entrada nos hospitais regionais de Santa Maria e do Gama. Ambos apresentavam ferimentos de balas, tinham nomes semelhantes e foram deixados nas unidades de saúde por um Gol preto. Um deles, cuja identidade não foi divulgada, levou um tiro nas costas e permanece internado. O segundo, atingido no braço, recebeu alta.

“Fizemos uma relação entre os dois e o crime de Sobradinho porque conseguimos abordar o veículo que os deixou no hospital. Conseguimos levantar mais informações e descobrirmos que eles eram moradores de São Sebastião e poderiam ter envolvimento”, detalhou o tenente Adson Ramos ao Correio.

No Gol preto, os policiais encontraram um casal que afirmou ter deixado os dois homens nos hospitais por se tratarem de amigos. Pela suspeita de relação com o caso de Sobradinho, os dois ocupantes do veículo foram levados para a 13ª DP.
Primos baleados

A PMDF chegou ao local do crime no início da tarde. Moradores do acampamento acionaram a polícia após ouvirem cerca de 20 tiros nas proximidades. De acordo com a corporação, uma das três pessoas encontradas mortas vestia um colete à prova de balas; por isso, há suspeita de que a troca de tiros tenha sido combinada.

Ainda segundo a Polícia Militar, os dois homens baleados que deram entrada no HRPa eram primos e moravam no acampamento. Um deles morreu. O outro alegou que as três vítimas encontradas no acampamento não tinham relação com o grupo de ciganos.

“Lá é uma área aberta. Qualquer um pode chegar. É como uma invasão. E havia famílias no local. Todos moram juntos, em barracos. Também há um histórico recorrente de apreensão de armas no local”, informou uma fonte da PMDF.

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