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MEC desiste de retorno das aulas presenciais em janeiro após reação de universidades


Após a repercussão negativa do da portaria que determinava a volta às aulas presenciais a partir de janeiro, o ministro Milton Ribeiro, do Ministério da Educação (MEC), decidiu revogar a medida. Ele afirmou à CNN que irá realizar consulta pública com o mundo acadêmico antes de nova decisão.

Universidades brasileiras, entre elas a UNB, se recusaram a voltar às aulas criticaram o MEC por não considerarem o melhor momento para esse retorno diante do quadro de pandemia que vive o Brasil. "Quero abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico. As escolas não estavam preparadas, faltava planejamento", afirmou o ministro à CNN.

O ministério havia decidido liberar a volta de estudantes universitários para dentro das salas de aula a partir de janeiro de 2021.O ministro afirmou à emissora que consultou as universidades e que não esperava tanta resistência. "A sociedade está preocupada, quero ser sensível ao sentimento da população", disse Milton Ribeiro. 

Confira o posicionamento das universidades:

UnB

“A Universidade de Brasília reitera que não colocará em risco a saúde de sua comunidade. A prioridade, no momento, é frear o contágio pelo vírus e, assim, salvar vidas. A volta de atividades presenciais, quando assim for possível, será feita mediante a análise das evidências científicas, com muito preparo e responsabilidade.”

Andifes

"A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também não aprovou a medida. O grupo convocou uma reunião para amanhã (3). O principal ponto a ser debatido, a princípio, é se a ordem do MEC não fere a autonomia das instituições, prevista em Constituição, como citou a UnB em nota. Universidades federais espalhadas pelo país têm reagido à ordem do MEC. Algumas delas já vinham preparando plano de atividades descartando o retorno presencial no primeiro semestre de 2021. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) afirmou que vai se reunir na quinta (3) com outras instituições para debater a medida"

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