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MPF denuncia ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro via instituto

A força-tarefa Lava-Jato do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba ofereceu denúncia nesta segunda-feira contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci por suposto crime de lavagem de dinheiro.

 

Segundo o MPF, o Grupo Odebrecht teria repassado R$ 4 milhões ao ex-presidente por meio de quatro doações simuladas ao Instituto Lula, entre dezembro de 2013 e março de 2014, de R$ 1 milhão cada. Ainda de acordo com a denúncia, o dinheiro teria origem em crimes praticados em detrimento da Petrobras.

 

Em nota, a defesa de Lula afirmou que as doações feitas pela empreiteira ao instituto à são lícitas e que foi surpreendida “por mais uma denúncia feita pela Lava-Jato de Curitiba sem qualquer materialidade”.

 

“Tais doações, que a Lava-Jato afirma que foram “dissimuladas”, estão devidamente documentadas por meio recibos emitidos pelo Instituto Lula — que não se confunde com a pessoa do ex-presidente — e foram devidamente contabilizadas”, diz o advogado Cristiano Zanin.

 

“A Lava-Jato mais uma vez recorre a acusações sem materialidade contra seus adversários, no momento em que a ilegalidade de seus métodos em relação a Lula foi reconhecida recentemente em pelo menos três julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal”, segue.

 

“No caso do uso da delação de Palocci em processos contra Lula às vésperas das eleições presidenciais de 2018, o Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, também identificou possível motivação política do ato, além da própria ilegalidade”, aponta Zanin.

 

A defesa de, Paulo Okamotto criticou a atuação do Ministério Público Federal de Curitiba e afirmou, por meio de seu advogado, que nunca tratou de propina nem cometeu ilegalidades.

 

“Paulo Okamotto jamais tratou de propina ou de ilegalidades com ninguém, e muito menos com Palocci, com Marcelo Odebrecht. Já foi absolvido em processo sobre doação ao Instituto Lula, e teve parecer favorável antes disso da Procuradoria da República para o trancamento da ação em razão da Lei 9.394/91 assentar que o arquivo presidencial é ‘patrimônio cultural brasileiro’. O objetivo social do Instituto é a preservação da memória e do arquivo, assim como de Fernando Henrique e de Obama. O Ministério Público de Curitiba repete a mesma ilegalidade. A defesa espera que não seja recebida essa repetição de fatos jurídicos já apreciados com nova roupagem”, afirmou o advogado de Okamotto, Fernando Augusto Fernandes, por meio de nota.

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