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Sem efetividade ofensiva, CRB sofre derrota após sete jogos de invencibilidade


Após sete partidas de invencibilidade, o CRB voltou a sentir o sabor de uma derrota. Mesmo fazendo um jogo equilibrado contra o Paraná, o time regatiano foi ‘castigado’ em falhas individuais e na ineficiência ofensiva.

O time tomou dois gols em falhas individuais e não conseguiu acertar o alvo paranaense. Em oito finalizações ao longo da partida, o CRB executou apenas duas finalizações certas. Além disto, em um jogo atípico, Léo Gamalho não fez nenhuma das finalizações da equipe.\O CRB segue discutindo o jogo com o adversário, mesmo quando o adversário é grande, consegue ter a posse de bola, controlar o jogo, mas não consegue a finalização e comete erros fatais. O Galo tem tempo para organizar e corrigir estes problemas.

O jogo tático

A equipe do CRB veio escalada pelo Marcelo Cabo com a estreia do volante Moacir e com os dois corredores com extremos de velocidade, Luidy pela direita e Bill pela esquerda. Com a clara proposição de marcar mas contra-atacar ativando estes corredores em velocidade.

Apesar de não ter jogado a 9ª rodada, mesmo assim, o CRB tinha a segunda maior posse de bola da competição. É um time que gosta de ficar com a bola, circula bastante a bola para encontrar o momento ideal para atacar. Porém no primeiro tempo, o CRB equilibrou as ações e teve uma posse de bola semelhante ao Paraná com 51% contra 49%.


Apesar do controle o CRB só finalizou uma única vez em toda a etapa inicial, quando o Luidy finalizou por cima do gol. Isso evidenciou que o CRB não conseguiu ativar os corredores, nem Luidy , nem Bill conseguiram um encaixe de velocidade, não conseguiram uma transição ofensiva que fosse eficiente. O CRB não apresentou uma mecânica ofensiva que mostrasse efetividade.

No outro lado, o Paraná tinha no zagueiro Fabricio, o jogador com mais efetividade ofensiva. Ele finalizou na primeira vez, em uma bola parada, forçando o goleiro Victor Souza a fazer uma grande defesa, depois Marcelo acertou o travessão, mas isso não significava um domínio absoluto do Paraná , era um jogo muito equilibrado e se encaminhava para um 0 a 0 , com uma ligeira predominância ofensiva do Paraná.


Porém já nos minutos finais, Jean Victor bateu um escanteio muito bem, a bola faz uma curva, o Victor Souza erra na tomada de decisão, não achou o tempo da bola, que sobrou na pequena área, Fabrício faz sua segunda finalização, duas no alvo, fazendo um gol.

Após o gol, de novo o zagueiro Fabrício faz a terceira finalização, novamente na batida de falta, forçando o Victor Souza a se recuperar e fazer uma grande defesa. Nas quatro finalizações do Paraná, três foram de Fabricio e a outro do atacante Marcelo, que botou a bola no travessão. No CRB, nem Luidy, nem Bill, nem Diego Torres, nem Léo Gamalho, ninguém finalizou de forma correta.

No intervalo, Marcelo Cabo viu o que ficou latente no 1º tempo: os extremos não conseguiram jogar. Então vieram Iago Dias para fazer sua estreia pelo lado esquerdo e Magno Cruz pelo lado direito. Mas com um minuto, Reginaldo Júnior erra o passe, encontra logo, o meia Renan Bressan. Ele e Bruno Gomes ficam contra Reginaldo Junior e Gum, o Bressan temporiza o passe, acha Bruno Gomes dentro da área, que encontra Meritão, bola na rede. Paraná 2 a 0.


Após o gol, o Paraná posiciona mais baixo posiciona o time para jogar no contra-ataque e definir o jogo. O CRB saiu para cima. Cabo tirou o volante Moacir e trouxe o modelo que deu certo contra o Sampaio, com dois meais, sendo Diego torres e Felipe Menezes. A mudança fez o CRB três três meias, sendo um, Magno Cruz, como extremo,Iago na velocidade e o Léo Gamalho. Nesta formatação, o CRB começou a desperdiçar oportunidades. Iago Dias aproveitou um rebote na área e chutou prensado com a grama, sozinho dentro da área. Logo em seguida, o CRB martelou, Diego Torres apareceu dentro da área cabeceando por cima, o próprio Diego fez a primeira finalização certa forçando Alisson a fazer a defesa e depois disto vieram duas grandes oportunidades. A primeira com Felipe Menezes, Léo Gamalho trocou de posição, deu uma de garçom, deixou Felipe Menezes para fazer o gol e ele bateu por fora e aos 46 minutos, novamente Léo Gamalho aciona Magno Cruz que cabeceia fraquinho para defesa fácil do goleiro do Paraná.

Quatro chances foram criadas no 2º tempo, mas nenhuma delas foi finalizada por Léo Gamalho.
Craque do jogo: Fabrício
Garçom: Higor Meritão
Melhor treinador: Allan All

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