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Bahia é segundo estado do país com maior cobertura proporcional do auxílio emergencial

Proporcionalmente, a Bahia é o segundo estado do Brasil no qual mais pessoas receberam o auxílio emergencial do governo federal durante a pandemia. A informação está contida no terceiro volume da série “De Olho na Cidadania”. A obra, intitulada “Perfil dos beneficiários do Auxílio Emergencial pela Covid-19: quem são e onde estão?” foi publicada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Cidadania.

 

Segundo o estudo, realizado Raquel Freitas e Marta Custódio, ambas da pasta federal, 38,8% dos baianos receberam o benefício de R$ 600 fornecido pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os dados se referem até o dia 14 de dezembro de 2020.

 

De acordo com o levantamento, a Bahia fica atrás apenas do Piauí, onde 39,9% foi favorecida com o auxílio. Fecha o “pódio” o Pará, com 38,1% da população total.

 

Ainda conforme o estudo, a Bahia, junto com São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco respondem por 50,7% do total de beneficiários das parcelas P1 do auxílio, o que corresponde a 34,4 milhões de pessoas.

 

Somente em território baiano, 5.798.240 pessoas receberam parcelas do P1 benefício, nos grupos I e II. Houve também outros 2.285.352 cidadãos da Bahia não inscritos no CadÚnico, outros 2.590.630 registrados no cadastro único e no Bolsa Família, além de 922.258 no CaDúnico, mas não no Bolsa.  

 

PERFIL DOS MUNICÍPIOS


O estudo evidencia que, das 17 cidades no país em que há cobertura superior a 40% da população, há cinco somente na Bahia: Maetinga (73,44), Ribeirão do Largo (45,84), Potiraguá (41,98), Mulungu do Morro (40,52) e Sítio do Quinto (40,11). Maetinga, inclusive, tem o segundo maior percentual do Brasil. O município, situado no Sudoeste baiano, só perde para Severiano Melo, no Rio Grande do Norte, onde 76,72% dos moradores receberam auxílio do governo.

 

REINÍCIO DO BENEFÍCIO


O auxílio emergencial teve fim no último dia de 2020. O programa, que concedia, ao menos, R$ 600 a pessoas afetadas pela crise da pandemia da Covid-19, deve retornar. No entanto, o valor deve variar entre R$ 175 e R$ 375, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Para o ministro da Cidadania, João Roma, o levantamento pode embasar o governo federal em futuros programas de benefício social. “Sem dúvidas, estamos diante de um estudo muito qualificado e amplo, que nos permite conduzir novas políticas públicas. As autoras realizaram um grande trabalho”, pontuou.

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