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Juiz alvo de atentado acredita que atuação dele em casos polêmicos gerou insatisfação de coronéis em Alagoas


Após a Polícia Federal ter indiciado o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o juiz aposentado Marcelo Tadeu concedeu na manhã desta sexta-feira (09) e disse que “não ficou surpreso com as revelações que foram anunciadas ontem”, de que o delegado-geral teria envolvimento no atentado contra ele. Para imprensa, o juiz aposentado acredita que as situações que ele atuou podem ter gerado uma insatisfação na visão coronelista em Alagoas. E questionou se “a quem o delegado atendeu mandando matá-lo é quem o mantém no poder há 10 anos”.

O juiz aposentado era considerado um magistrado “linha dura”. Ele tinha um histórico diferente dos outros integrantes do Judiciário. Ele ajudou a colocar, atrás das grades, integrantes da Gangue Fardada- organização criminosa formada por policiais militares e mantida financeiramente por usineiros e políticos de Alagoas; denunciou um usineiro na morte do tributarista Sílvio Vianna; lavrou algumas decisões que foram incômodas, como tomar bens dos milionários do setor do açúcar e álcool; e cassou o mandato do prefeito -irmão do desembargador que teria elaborado o plano de morte- e do vice. Ele acredita que essas situações geraram uma insatisfação.

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