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João Doria diz que terá “posição antagônica” a Alckmin, se ele for vice de Lula

Durante entrevista ao O Globo, nesta sexta (10), o pré-candidato à presidência pelo PSDB, João Doria, disse lamentar a chance de Geraldo Alckmin ser vice na chapa do ex-presidente Lula (PT) e que se isso ocorre, estará em “posição antagônica”.

E ainda: “Respeito, mas lamento. Respeito pela trajetória do Geraldo Alckmin, que defendeu a democracia, fundou o PSDB e, durante 32 anos, o PSDB fez oposição ao PT. Histórica, aliás. E agora se associar ao PT e ainda com a perspectiva de ser o vice do Lula? Lamento muito se essa for a opção dele. Estarei numa posição antagônica, e eu serei fortemente combativo a Lula e a Bolsonaro.”

Destaca-se, Alckmin está de saída do PSDB. A decisão ocorreu após Doria patrocinar a filiação de Rodrigo Garcia para concorrer ao governo de São Paulo, que era a intenção de Alckmin – e que foi visto como traição por parte da legenda.

Alckmin sobre Lula

No fim de novembro, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que “caminha” a chance dele ser vice na chapa de Lula, em 2022. A confirmação ocorreu em reunião com lideranças sindicais.

“Preparei-me novamente para ser governador do estado. Surgiu a hipótese federal. Os desafios são grandes. Essa hipótese caminha e eu considero essa reunião com as quatro principais centrais histórica”, respondeu o político.

Vale lembrar, segundo reportagem da Folha (também do mês passado), líderes do PSB discutem a filiação de Alckmin para indicá-lo a vice de Lula. Esse apoio, contudo, estaria ligado ao PT apoiar cinco candidatos do PSB ao governo, em 2022.

Lula sobre Alckmin

Também no mês passado, durante viagem pela Europa, Lula respondeu sobre a possibilidade de ter Alckmin como vice.

“O vice é uma pessoa que tem que ser levado muito a sério, pois pode ser presidente. Podem acontecer muitas coisas. Tem que somar e não divergir”, iniciou, mas sem admitir que já discute um nome. Já diretamente sobre Alckmin, ele afirmou que tem extraordinária relação de respeito. “Não há nada que aconteceu entre nós, que não possa ser reconciliado.”

E ainda: “Eu disputei a presidência com ele em 2006 e quero lhe dizer que tenho profundo respeito pelo Alckmin. Não estou discutindo vice, ainda, porque não discuti minha candidatura.”

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