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Preço dos combustíveis na Bahia sobe pela primeira vez desde privatização de refinaria, litro da gasolina chega a R$ 7,24 em Ribeira do Pombal-BA


Mesmo sem a Petrobras anunciar reajustes nos preços dos combustíveis, a gasolina e o diesel estão mais caros na Bahia desde 1º de janeiro. Para o consumidor final, o aumento começou a vigorar diretamente nas bombas na noite desta segunda-feira (3) em alguns postos.

 

Em Ribeira do Pombal, onde a gasolina era encontrada entre R$ 6,798 e R$ 6,899, já tem estabelecimento de preço novo, vendendo o produto aditivada por R$ 7,24, comum R$ 7,16. Um dos primeiros a reajustar foi um posto pertencente a uma rede, localizado na rua Abelardo Gama, e outros foram na BR-410 e BR-110 e na Avenida Oliveira Brito.

 

O reajuste é reflexo do aumento de R$ 0,21 no litro da gasolina A e de R$ 0,13 para o diesel S10 e R$ 0,14 para o diesel S500. O anúncio do novo preço foi comunicado ainda na semana passada, pela Refinaria Mataripe (antiga RLAM), administrada pela Acelen, ligada ao fundo árabe Mubadala.

A Petrobras concluiu a venda para a empresa no final de novembro, deste então, este foi o primeiro aumento praticado pela nova gestora e esta foi a primeira refinaria da estatal cujo processo de privatização foi concluído. O negócio foi fechado pelo valor de US$ 1,65 bilhão.

Com capacidade para processar mais de 300 mil barris de petróleo por dia, o que corresponde a 14% da capacidade total de refino do Brasil, a então Refinaria Landulpho Alves Mataripe está localizada no distrito de Mataripe, em São Francisco do Conde, e foi inaugurada em 1950, sendo a primeira refinaria nacional. Atualmente é segunda maior do Brasil, com a maior capacidade instalada para produção de gasolina, diesel e outros derivados de petróleo das regiões Norte e Nordeste.


Os reajustes ocorreram nos principais postos de combustível da cidade de Ribeira do Pombal e em toda região. Os ajustes variam de entre alguns postos 26 centavos, 20 e 18 de diferença.


São 26 unidades de processamento, quatro terminais e 201 tanques de armazenamento, além de 669 quilômetros de dutos que interligam a refinaria com os terminais portuários. A unidade produz mais de 30 produtos, entre eles diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, nafta petroquímica, gases petroquímicos (propano, propeno e butano), parafinas, lubrificantes, GLP e óleos combustíveis (industriais, térmicas e bunker).

A refinaria possibilitou ainda o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do Brasil e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Industrial de Camaçari, formado por mais de 90 empresas.

Além da RLAM, a Petrobras prevê se desfazer de outras sete refinarias, conforme acerto com o Cade, para abrir o mercado de refino do País. São elas: Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), no Paraná; Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará. A Reman e a SIX já tiveram contratos de venda assinados.

Revendedores surpresos

De acordo com o  Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA), revendedores do Estado foram surpreendidos no final do ano de 2021 com o reajuste dos combustíveis, comunicado pela Refinaria.

O Sindicombustíveis-BA declarou em nota que vê com preocupação o primeiro aumento anunciado. “A política de preço adotada pela Refinaria Mataripe destoa da praticada pela Petrobras e aponta para um desequilíbrio no mercado de refino do petróleo, já que não há uma concorrência direta da Petrobras pelo mercado de abrangência do grupo árabe (Bahia e Sergipe). Além disso, a estrutura portuária da Bahia não está adequada para receber grandes navios petroleiros e isso impedirá as distribuidoras de buscarem alternativas no mercado internacional”, declara o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas.

Somado ao reajuste anunciado pela Acelen, o diesel também terá impacto em seu custo de R$ 0,06 em função do biodiesel, que é misturado ao produto e que sofreu aumento em 1º de janeiro de 2022.

Houve também aumento do Gás Natural Veicular (GNV) pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). A tarifa do GNV foi reajustada em 3,88% (média de todos os segmentos), no primeiro dia do ano novo, conforme Resolução Nº 59 da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), publicada no Diário Oficial do Estado de 30 de dezembro de 2021.

Apesar de manifestar preocupação, o Sindicombustíveis Bahia reafirmou em sua nota que não interfere no mercado e respeita a livre concorrência.

No estado, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina praticado na bombas durante a última semana de 2021 foi de R$ 6,685. A próxima pesquisa, com previsão prevista para o próximo sábado (8), deverá trazer o primeiro reflexo do aumento.

Ribeira do Pombal foi o município com o produto mais caro, com preço médio de R$ 7,249, seguido por Juazeiro, com R$ 7,168, Eunápolis com R$ 7,125. Na sequência aparecem três cidades do Centro-Sul do Estado – Brumado, R$ 7,984, Vitória da Conquista, R$ 6,852, e Guanambi, R$ 6,836. Feira de Santana tinha o menor preço, R$ 6,5335 em média, seguido por Irecê, a R$ 6,564 e Lauro de Freitas, R$ 6,574.

Da redação Conexão Verdade - Com informações de Carlino Souza e Tony Santos Rádio Pombal FM 90.7

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