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Juiz concede liberdade provisória a sargento acusado de matar colega de farda em Sergipe

O juiz plantonista do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ-SE), Otávio Augusto Bastos Abdala, concedeu nesta segunda-feira (21) liberdade provisória para o sargento acusado de matar com um tiro na cabeça o colega de farda Cristyano Rondynelli Gomes Melo, 34. O crime aconteceu na noite do último sábado (19), em um trecho da rodovia SE – 230, em Monte Alegre (SE).

Na decisão que mandou soltar José Matias Silva, mais conhecido como Sargento Matias, o juiz impôs uma série de medidas que devem ser cumpridas pelo réu, que, caso descumpra qualquer uma delas, retornará ao sistema prisional militar onde estava retido depois de ser preso em flagrante por colegas de fardas.

Conforme as medidas cautelares, o sargento terá que comparecer mensal em juízo para informar e justificar suas atividades e está proibido de sair da comarca por mais de 15 dias sem autorização da Justiça, a menos que a ausência seja por necessidade de internação hospitalar para tratamento de saúde.

Além disso, ele deve se recolher em domicílio durante o período da noite e nos dias de folga, e foi suspenso do exercício da função que tinha no Batalhão Especial de Segurança Patrimonial (Besp).

O caso

O soldado Cristyano Rondynelli, natural de Santana do Ipanema (AL), estava junto com o acusado do crime, Sargento Matias, natural da cidade de Pão de Açúcar (AL), e mais dois colegas de farda. Todos estavam de folga e tinham acabado de participar de uma confraternização em Nossa Senhora da Glória.

Eles estariam no mesmo carro, dirigindo-se para o povoado Santa Rosa do Ermírio, em Poço Redondo, quando, durante o trajeto, por motivo desconhecido, Cristyano e Matias se desentenderam.

Ainda dentro do automóvel eles iniciaram uma discussão, que terminou com o Sargento Matias atirando em Cristyano, que foi atingido na cabeça e morreu na hora. O suspeito foi preso em flagrante pelos colegas de farda que presenciaram o crime. Ele foi encaminhado para um presídio militar de Aracaju, capital sergipana.

O policial assassinado estava na Polícia Militar de Sergipe desde 2015 e era lotado no 7º Batalhão. O sepultamento aconteceu nesta segunda-feira (21), no cemitério municipal de Santana do Ipanema.

Em nota, a PM/SE lamentou a morte do militar e se solidarizou com a família. Além disso, “a Corporação informa que as condutas dos policiais militares serão rigorosamente apuradas pela Instituição e reafirma seu zelo na proteção da vida, nela incluída seus integrantes”.

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