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Por muito menos Collor renunciou e Dilma foi cassada, diz Otto sobre impeachment de Bolsonaro

O impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é algo possível para o senador Otto Alencar (PSD). Em entrevista para o Uol nesta terça-feira, o parlamentar baiano acredita que não faltam elementos para a cassação do mandato do presidente.

Para Otto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, da qual é membro, já tem provas suficientes para apontar crimes cometidos pelo mandatário na condução do combate à pandemia.

“O relatório do senador Renan Calheiros vai ser apreciado. Nós já temos crimes sanitários contra o povo brasileiro, contra a humanidade e o mais grave de tudo foi o gabinete paralelo ter induzido a população da Manaus à imunidade de rebanho. Foi em Manus onde a doença foi mais letal chegando a quase 3% [de letalidade] dos casos. Isso é um crime”, disparou Otto.

“Além disso, tem a omissão na compra de vacina, ter colocado no site do Ministério da Saúde receitando hidroxicloroquina […] vamos encaminhar o relatório final para o Supremo e para a Corte de Haia sobre toda a questão do crime sanitário e contra a humanidade que atingiu inclusive os povos indígenas”, completou. 

Diante de todos os elementos já colhidos pela Comissão, agravados pela suspeita de irregularidade na tentativa de compra da Covaxin, o senador jogou no colo da Câmara dos Deputados a possibilidade de impeachment de Bolsonaro.

“Depois de colher todos os elementos de prova, não tenho dúvida de que ficará comprovada a culpabilidade do presidente em não ter tomado as providências necessárias para proibir essa compra que seria uma sangria para os cofres públicos. Cabe a Câmara dos Deputados admitir ou não a possibilidade de impeachment. Eu acho que por muito menos do que isso o ex-presidente Collor renunciou e a presidente Dilma foi cassada. Na Câmara tem vários pedidos que sequer foram apreciados. Cabe a Câmara dar admissibilidade a denúncia ou não”, finalizou.

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