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Paulo Skaf é denunciado por suposta propina de R$5,1 milhões durante eleições de 2014


O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foi denunciado Ministério Público Eleitoral do Estado, por supostamente ter recebido R$ 5,1 milhões em propinas durante a campanha ao governo estadual em 2014. As informações são do jornal O Globo desta terça-feira (28).
Segundo a publicação, a campanha do presidente da entidade teria recebido vantagens indevidas por meio de pagamentos ao marqueteiro Duda Mendonça, responsável pelas propagandas eleitorais.
Skaf foi denunciado pelos crimes de caixa dois, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dele e do publicitário, também foram denunciadas outras oito pessoas, incluindo o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. A denúncia foi apresentada pelo promotor eleitoral Fábio Ramazzini Bechara, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. 
De acordo com os promotores, a Odebrecht teria aceitado realizar pagamentos para a campanha do empresário durante reunião realizada em maio de 2014 no Palácio do Jaburu. Com a presença do então vice-presidente Michel Temer, teria sido acordada a destinação de R$ 10 milhões para o MDB - sendo R$ 6 milhões para a campanha de Skaf.
O montante teria sido pago pelo grupo Odebrecht, por meio de um contrato fictício com a empresa de Duda Mendonça. Skaf tem se aproximado do presidente Jair Bolsonaro e é considerado um dos principais apoiadores da criação do partido Aliança pelo Brasil, ainda em processo de regularização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
A legenda não conseguiu assinaturas suficientes para se viabilizar a tempo do sufrágio municipal deste ano


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